Pele Por Pedra

O ser humano e a natureza, uma mulher e uma montanha no confronto com a potência e a impotência, a força e a fragilidade, colocando em perspectiva o impacto da transformação ambiental e humana.
Porquê a necessidade de escavar e aprofundar? Toda a matéria viva pode ser vista como semelhante. O visceral mineral e o visceral humano que pulsam vitalidade e expressam vida.
O centro das montanha cortado em pedaços pela mão do homem, escorre água em silêncio.
A beleza da paisagem interior é raramente contemplada.

Frames do vídeo-dança: Pele Por Pedra / Frames from the vídeo-dance: Pele Por Pedra


2018


V (canto)


2019


Quietudes vivas 2


UnSchool

O que nos ensina? / What teaches us?

2012


Árvores : presas

Amazónia


Vê: água

Amazónia


Na Ruína

Rio de Janeiro, Brasil

2012


Macroma


Canto


Negras


Pássaro de fogo

íbis
Marajó, Brasil


Na água e no ar


Lá adiante


Igarapés

Amazónia, Brasil


Nagruta


Não te esqueças de tudo

O objectivo deste trabalho é demonstrar através da imagem como a realidade virtual e as representações digitais estão já inerentes à nossa vida, ao nosso quotidiano. Desde a sua parte técnica à sua visão teórica, a imagem contém a maior força possível no mundo actual, contribuindo para que haja mais realidade, mais objectos produzidos, mais informação à nossa volta, tudo em maiores quantidades no espaço e no tempo, tornando assim o nosso espaço e nós próprios totalmente condicionados.
Até que ponto todas estas informações nos afectam interiormente? Estarão já no nosso subconsciente?
Estaremos assim tão habituados ao exagero?
As imagens não só aparecem, como encarnam a realidade e tornam-se reveladores do real. O sujeito, no meio deste meio, está fragmentado, sem identidade fixa permanente, pois tudo é maleável, a multiplicidade de identidades possíveis com as quais nos podemos identificar pelo período de tempo que quisermos é enorme.
Uma vez dispensada a noção do real pelas imagens, estas inventam uma determinada realidade, o que diante da multiplicação destas a noção de original perde-se, logo as imagens representam imagens, e não o real. Esta noção de hiper-realidade pode ser não uma evolução da democracia mas antes uma tirania vigilante. Mas como onde está aquilo que liberta está também o perigo que espreita, a “atitude digital” tem de se tornar mais séria, não esquecendo que o digital “vem” em cartões de memória.

2009


Em estúdio

Conversas são feitas inacabadas, temas lançados sem medo. No saber sem sentido que o abstracto permite.
Entre histórias de vida e percursos de um caminho solitário, artistas encontram-se e dão-se a conhecer. Difícil será dizer com a boca cheia o que se faz, pois isso é a cruz do que se é.
E o ser não é limitado, assim como a sua criação.
Há uma direcção, uma plataforma de actuação, mas nunca o descanso e o prazer do dever cumprido, do trabalho feito, sólido e guardado num qualquer frasco. Os frascos nesta fábrica não têm tampa e o mel escorre, o ar evapora e a força quebra o vidro.
Não adianta…
Conceptual, minimal, irracional, passa tudo por uma peneira de abstracção da vida dita real (talvez comum) e solta como poeira para os olhos de quem quer ver.
É interessante; plataformas diversas interligadas por correntes mundiais, ondas rápidas que vão e vêm cada uma no seu tempo. Escadas em espirais fazem parte da saída de emergência.
É uma antiga fábrica de vidro, abandonada, transformada e cultivada de cultura emergente. Escola de pessoas cruz-adas, tem as paredes altas para o contínuo ressoar dos vidros partidos, aqueles estilhaços esquecidos.
Mas há algo interessante a acontecer aqui – o vidro derrete, funde-se pela sua própria natureza dispersa que anseia uma celebração conjunta, inevitável e quente. Dispersa e cansada das feridas e pequenos cortes de outros cristais já antigos, renova-se pelo prazer translúcido da multiplicidade.
Colorida, abrangente e esquecida num outro momento, aqui, acontece.

Este trabalho é a reflexão sobre a minha passagem pela República Checa, em residência na MeetFactory.

Entre pintura, fotografia e performance, há a criação impossível de se concretizar numa só expressão artística. No estudio, na claridade da tela e na luz exterior a personagem questiona-se e actua-se sobre isso.
Cor, corpo, exposição.
Numa apresentação sobre tela, em estudio.

2010


Quietudes vivas 1

Quietude viva.
Negra, brinca com o branco que a ela se submete num silêncio verde.
Tem todas as formas dos mundos.
Sobre eles, descansa. Para eles vive.


Na água