Pele Por Pedra

O ser humano e a natureza, uma mulher e uma montanha no confronto com a potência e a impotência, a força e a fragilidade, colocando em perspectiva o impacto da transformação ambiental e humana.
Porquê a necessidade de escavar e aprofundar? Toda a matéria viva pode ser vista como semelhante. O visceral mineral e o visceral humano que pulsam vitalidade e expressam vida.
O centro das montanha cortado em pedaços pela mão do homem, escorre água em silêncio.
A beleza da paisagem interior é raramente contemplada.

Frames do vídeo-dança: Pele Por Pedra / Frames from the vídeo-dance: Pele Por Pedra


2018


V (canto)


2019


Pele: matéria e alma

2022


Quietudes vivas 2


Iniciação

2022


Vê: água

Amazónia


Árvore: bruma líquida

Amazônia


Na Ruína

Rio de Janeiro, Brasil

2012


Macroma


Canto


Negras


Pássaro de fogo

íbis
Marajó, Brasil


Lá adiante


Igarapés

Amazónia, Brasil


Nagruta

Na entrada, tons de terra, vermelho e laranja sangue, branco, verde próspero e musgo, preto sombra e pedra pele.


Ruínas

Uma ruína é necessariamente bela, apesar de essa beleza nos poder provocar apenas uma viagem romântica à experiência do sublime, mas pode também estar demasiadamente próxima do real e tornar-se num documento desastroso que traz respostas para inquietações bem actuais. Não é só um lugar físico mas sim uma série de ideias, sensações e sentimentos que se elaboram a partir do lugar. Qual o motivo de prazer na sua contemplação? 

A atmosfera específica de quem se encontra numa ruína, a tentativa de conseguir recuperar uma época, a história, a unidade do sentido, o ausente, a lembrança, dão-nos a conhecer o inexistente. Esta experiência quase que nos permite re-significar o que se encontra sem sentido, ou melhor, re-significar o que se encontra sentido. A melancolia surge como resultado do questionamento sobre o sujeito, a liguagem, o mundo e o lugar na sociedade contemporânea. Melancolia ou apenas nostalgia, solidão, tristeza ou amor, são tudo indícios de uma individualidade moderna que se auto-contempla e não pode mais acreditar na ilusão da sua própria imagem.

A dualidade sempre presente numa ruína desde a sua construção vertical ao estado natural e progressivo da horizontalidade, demonstra-nos simultaneamente a tensão entre a construção e a destruição, o natural e o artificial, o isolamento e a multidão, a cultura e a massificação e também a fragilidade e a impotência. Acho importante despertar a atenção para o pensar e o fazer, bem como para o que acontece entre os dois, para a leveza e o peso e para a energia que oscila entre estes dois polos, determinando o nosso pensamento para a mesma energia oculta em toda a parte. Juntar coisas que nos são apercebidas de formas diferentes para formar um todo complexo e um estadio para uma nova percepção. Lugar de meditação mas também de busca e expansão, as ruínas transitam entre o que fomos e o que somos/isto será e isto foi, tornando o tempo numa experiência concreta, através do espaço físico.

As ruínas foram assumidas pelas práticas contemporâneas de forma intermitente, como tema através do qual se leva a cabo diversas investigações e inquietações. No campo artístico há um interesse pelo aspecto processual e pelo registo do espaço e do tempo e muitas obras tomaram como motivo de experimentação as ruínas para assim poderem processar as suas verdadeiras contradições internas. Responder a uma série de contradições internas e pessoais, numa tentativa de encaixar o caos do passado e o caos urbano no presente e entender como se vive com isso.


Árvores : sangue

2022


UnSchool


Em estúdio

No saber sem sentido que o abstracto permite. No estúdio, na claridade da tela e na luz exterior a personagem questiona-se e actua-se sobre isso, difícil será dizer com a boca cheia o que se faz, pois isso define injustamente o que se é. E o ser não é limitado, assim como a sua criação.

2010


Quietudes vivas 1

Quietude viva.
Negra, brinca com o branco que a ela se submete num silêncio verde.
Tem todas as formas dos mundos.
Sobre eles, descansa. Para eles vive.


Na água