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Saio à rua e escuto o som do silêncio.
Observo uma flor que cresceu sobre o asfalto e olha, sozinha, para outra direção. Floresceu mesmo assim. Brotou e mostrou-se ao mundo, sabendo-se plena e simples de si e do que a traz aqui.

Outras direções, avisa ela o tempo.
Outro silêncio, avisa-lhe o tempo.

O tempo é outro, o silêncio é outro e das coisas que nascem na terra a força é outra. É certeira e fez-se em fé.

Fiquei na rua, não quis ir a lugar nenhum, pois daqui consigo ver a transformação, sentir tudo de perto e expandir a minha visão. Eu espero, espero claramente…profundamente…intensamente…desejosamente…impotente…crente e activamente num novo amanhã.
Cheio de vida.
Cheio do novo da vida.

xxx

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